A
Associação Portuguesa de Famílias Numerosas
iniciou em Janeiro de 2002 com o lançamento
do seu Caderno 4 – Família e Poder Local,
uma colaboração com as autarquias no sentido
da construção de uma Política Autárquica de
Família. Este trabalho colheu imediatos
frutos, com a adopção da Tarifa Familiar da
Água no concelho de Sintra e do Cartão de
Família Numerosa em Coimbra, municípios
pioneiros, que abriram o caminho a um cada
vez maior e entusiasmado número de
municípios, presentemente liderado pela
Câmara de Vila Real, como é do público
conhecimento e reconhecimento.
Na
sequência deste trabalho, a APFN decidiu
alargar o anterior conceito de "Autarquias
Amigas da Família" para um novo conceito de
"AFR - Autarquias Familiarmente
Responsáveis", um conceito bastante mais
amplo, e em que são contempladas as
seguintes vertentes:
Autarquia "Familiarmente
Responsável" enquanto entidade
empregadora, isto é, que adopta
medidas facilitadoras de conciliação
de vida familiar e laboral para os
seus trabalhadores, tornando-se,
assim, laboratório e modelo destas
práticas para as empresas no seu
município.
Autarquia "Familiarmente
Responsável" para os munícipes,
adoptando medidas facilitadoras da
vida familiar dos seus munícipes, em
particular para as famílias que,
desejando ter tês ou mais filhos,
são as que, na realidade, não só
colaboram no combate ao crescente
envelhecimento e desertificação,
como são fonte de riqueza através da
criação de emprego, aumento do
espírito de iniciativa e
estabilidade social.
Em
Setembro de 2007, a APFN, tendo presentes
ambas as vertentes atrás enunciadas,
realizou um inquérito junto de todos os
municípios do país para fazer um
levantamento exaustivo de todas as boas
práticas existentes. Os resultados deste
inquérito estão publicados no seu
Caderno 17 – Demografia, Família e Poder
Local.
Após este
trabalho, a APFN decidiu criar um
Observatório de Autarquias Familiarmente
Responsáveis com os seguintes objectivos:
Dar visibilidade às autarquias que
se destaquem neste âmbito;
Potenciar a experiência obtida por
uns municípios em benefício dos
outros;
Colocar ao dispor das autarquias uma
equipa pluridisciplinar, constituída
essencialmente por pessoas da área
da sociologia, psicologia,
assistência social e familiar e
economia que, com experiência nos
âmbitos da família e das autarquias
possam contribuir positivamente para
a avaliação de medidas nesta área,
quer previamente quer a posteriori;
São
actualmente membros do Observatório:
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Dra. Rosário Carneiro |
Dr. João Paulo Barbosa de Melo |
Dra. Teresa Ribeiro |
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Dr. Carlos Seixas da Fonseca |
Dra. Fátima Carioca |
Dra. Margarida Neto |
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Dra. Alexandra Alexandre |
Dra. Fátima Fonseca |
Dra. Ana Cid Gonçalves |